Em 2015, um dos frutos que mais recebeu destaque por sua alta no preço, foi o tomate. E, neste ano, novamente a fruta começa a chamar atenção pelo alto valor nas prateleiras, já que as situações climáticas nas principais cidades produtoras do país não facilitaram nem a produção, nem a colheita do fruto.

Na região de Itapeva (SP), por exemplo, que inclui o município que mais produz tomate no Brasil (Ribeirão Branco), o problema foi o calor da primavera e, em seguida, as chuvas de verão. “O calor adiantou o ciclo do tomate, que acabou escalonando a colheita. Além disso, as fortes chuvas também agravaram a situação, pois os tomates começaram a manchar e a perder a qualidade, o que diminuiu a oferta de mercado”, explica Renata Rozelli, pesquisadora de tomate do Cepea – Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.

Só no mês de dezembro do ano passado, choveu 324,4mm em Itapeva e, de acordo com a Climatempo, o El Niño influenciou essa alta quantidade. “As chuvas começaram junto com a primavera, quando começa a época chuvosa, mas aumentaram de intensidade e frequência em dezembro, devido à presença do fenômeno”, explica Alexandre Nascimento, meteorologista da Climatempo.

Ainda segundo o meteorologista, os efeitos do El Niño causaram danos aos frutos, elevaram os preços e até diminuíram a área plantada no Brasil. O fenômeno vai continuar atuando ao longo de 2016, “pelo menos até o início do inverno”. Com essa previsão, muitas incertezas rodeiam a safra do tomate deste ano, que ainda pode sofrer danos e ter o preço ainda mais inflacionado.

Nas primeiras semanas de janeiro, o valor cobrado pela caixa com 22 kg do fruto atingiu a média de R$ 114. Agora, devido a mudanças no mercado, como a diminuição da demanda, por exemplo, esse preço diminuiu um pouco. “Até sexta-feira da semana passada, dia 15, estava bem elevado, mas desde segunda-feira, dia 18, ele caiu mais da metade”, conta a pesquisadora Renata, explicando que essa queda após grande elevação costuma acontecer com frequência.

Leia a notícia na íntegra no site Cenário MT.

Fonte: Cenário MT

 

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