Produtores iniciam colheita da uva e ameixa em Porto Alegre

Produtores iniciam colheita da uva e ameixa em Porto Alegre

A solenidade realizada na tarde desta quarta-feira (07/01), na propriedade de Luciano Bertaco (Rua Beco Império, 602 – Vila Nova), em Porto Alegre, marcou o início da colheita da uva e da ameixa na capital. A expectativa, neste ano, segundo a Secretaria Municipal de Indústria de Comércio (SMIC), é que a safra chegue a 300 kg de uvas e 500 kg de ameixas.

A safra, segundo o produtor, deve ser boa. No entanto, Bertaco afirma que o ano de 2014 foi complicado para a produção de frutas, tendo em vista as grandes perdas na colheita do pêssego ocasionadas por fatores climáticos. O produtor cultiva dois hectares com uvas Niágara branca e rosada e francesa, além de 500 pés de ameixa. Também se soma a esta área a produção familiar em São Jerônimo.

No evento, estiveram presentes o chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar em Porto Alegre, Luís Paulo Vieira Ramos, o presidente do Sindicato Rural, Cléber Vieira, o presidente da Câmara de Vereadores, Mauro Pinheiro, o secretário municipal de Indústria e Comércio, Humberto Goulart, o prefeito José Fortunatti, produtores, vereadores, autoridades e a rainha e as princesas da 24ª edição da Festa da Uva e Ameixa.

Durante a solenidade de abertura da safra, Bertaco também comentou sobre a necessidade de ampliação dos pontos de venda de frutas no centro da capital, enquanto outras autoridades destacaram a necessidade de aprovação do projeto que está na Câmara de Vereadores e que reinstitui a zona rural. Conforme Pinheiro, a matéria deverá ser aprovada ainda neste ano. “A zona rural é de vital importância para a manutenção da qualidade de vida em Porto Alegre”, ressaltou Luís Paulo Vieira Ramos.

Para escoar a safra das frutas de Porto Alegre, será promovida, a partir de sábado (10/01), a 24ª Festa da Uva e Ameixa, na Praça Nossa Senhora, de Belém Velho. A festa ocorrerá nos dias 10, 11, 17 e 18 de janeiro, das 9 às 20h. Também estão sendo comercializadas uvas e ameixas na Praça Parobé, ao lado do Largo Glênio Peres, de segunda a sextas-feiras, das 8h às 20h.

Fonte: Emater/RS Ascar

Mandioca: Retomada da produção mantém cotações em queda

Mandioca: Retomada da produção mantém cotações em queda

agricultura_mandiocaAs expressivas altas nos preços da mandioca entre 2012 e 2013 levaram ao aumento da área com a cultura em todas as regiões produtoras brasileiras, elevando a produção em 2014. Esse cenário, de modo geral, pressionou as cotações da raiz no ano passado, segundo pesquisadores do Cepea. Dentre os acompanhados pelo Cepea, São Paulo deve aumentar em 35% a produção, Mato Grosso do Sul, em 25,5%, Pernambuco, em 15,4%, Bahia, em 8,3%, Alagoas, em 5,9% e Paraná, em 5,4%, na comparação com 2013.

Já em Santa Catarina, o volume produzido deve cair 3% entre 2013 e 2014. Além disso, em boa parte do ano as condições climáticas foram propícias para o desenvolvimento das lavouras, bem como para o avanço da colheita. Deste modo, no geral, houve oferta suficiente de mandioca para atender a demanda industrial, seja das fecularias ou das farinheiras.

Fonte: Cepea

MDA divulga lista de produtos com direito a bônus na agricultura familiar

MDA divulga lista de produtos com direito a bônus na agricultura familiar

(Foto: Ed. Globo)O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) informou os 22 produtos que darão direito ao bônus para agricultores familiares com financiamento de custeio no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A bonificação é relativa às parcelas com vencimento entre 10 de janeiro e 9 de fevereiro de 2015. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (12/1).

Prevista no Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar, a bonificação é concedida quando os valores praticados no mercado estiverem abaixo daqueles definidos a cada ano/safra. A referência para o preço de mercado e o valor do bônus é o mês de dezembro de 2014.

Serão beneficiados produtores com culturas de açaí, babaçu (amêndoa), banana, borracha natural cultivada e natural extrativa, cacau (amêndoa), cana-de-açúcar, cebola, feijão, laranja, leite, manga, mangaba, maracujá, milho, pequi, piaçava (fibra), raiz de mandioca, sorgo, trigo, triticale e umbu.

Bananas desenvolvidas e recomendadas pela Embrapa são testadas na África

Bananas desenvolvidas e recomendadas pela Embrapa são testadas na África

banana-cacho-aromaTreze cultivares desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento Genético de Bananas e Plátanos da Embrapa foram enviadas para a África, especificamente para a Nigéria e Uganda, maiores produtores de bananas e plátanos daquele continente. O líder do programa, Edson Perito Amorim, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), explica que o Instituto Internacional de Agricultura Tropical (IITA) vai avaliar desempenho agronômico e aceitabilidade das cultivares nos dois países, em quatro ambientes distintos: “Essa é a primeira iniciativa da Embrapa, de forma coordenada e articulada, visando ampliar a adoção das suas cultivares de banana além-mar”.

A ação faz parte do projeto aprovado na Plataforma África-Brasil Marketplace, que tem como objetivo fomentar o desenvolvimento dos países africanos por meio do apoio técnico-científico da Embrapa. Como contrapartida desse projeto a Embrapa vai receber 33 genótipos de plátanos que serão avaliados para uma série de características agronômicas e sensoriais nos principais polos produtores brasileiros, em especial na Bahia e Pernambuco, assim como na região Norte do Brasil. De acordo com Amorim, o objetivo dessas avaliações é avaliar a adaptabilidade dos genótipos e identificar pelo menos um com potencial de recomendação aos agricultores brasileiros. Essas informações também serão utilizadas pelo programa de melhoramento de plátanos (bananas tipo Terra) da Embrapa para a definição de parentais para cruzamentos visando desenvolver novas cultivares de plátanos.

Vários países africanos, entre os quais Uganda e Nigéria, têm nas bananas e nos plátanos a sua base alimentar. O perfil de produção deles é um pouco diferente do perfil brasileiro. “Normalmente as plantações de bananas ficam bem próximas das comunidades. Existem cultivos tecnificados, claro, mas queremos trabalhar com produtores que vendem para consumo local dos tipos Prata e Maçã”, explica Amorim.

As cultivares atualmente em uso têm sido, de acordo com o pesquisador, acometidas pela Sigatoka-negra e pelo mal-do-Panamá, as principais doenças da cultura em todo o mundo. “Por apresentarem resistência às Sigatokas e ao mal-do-Panamá, de forma isolada ou em conjunto, nossas cultivares têm potencial de adoção nesses países. Além da resistência, são rústicas, o que facilita o cultivo em áreas onde o uso de tecnologia ainda é incipiente, como é o caso da África”, afirma.

Avaliação participativa
As bananas tipo Prata e Maçã são importantes para a Uganda e para a Nigéria e lá recebem outros nomes. Por isso, entre as variedades enviadas, estão a BRS Platina, BRS Princesa, BRS Tropical, BRS Garantida, BRS Caprichosa, BRS Preciosa e BRS Pacovan Ken. “Todos os híbridos que são produtos de cruzamento e foram registrados e lançados pela Embrapa estão nessa lista, além de mais alguns genótipos identificados por mutações naturais como a Prata Anã, a Pacovan e a Thap Maeo”, salienta Amorim.

O IITA, que tem base em Uganda e várias estações de pesquisa, recebeu 30 cópias in vitro de cada cultivar e vai multiplicar esses materiais em maior número para instalar unidades de demonstração ou de observação em quatro locais diferentes na Uganda e na Nigéria, sempre em regiões de produção – parte em fazendas e parte em estações de pesquisa. “O trabalho será mais forte nas estações porque vai permitir maior rigor no acompanhamento. Vai ser uma avaliação participativa. O IITA vai fazer a divulgação e os produtores vão ser convidados a visitar essas áreas e degustar frutos e produtos processados, pois lá não somente se consome in natura, mas também processam como fritura, cozimento etc., e opinar sobre as variedades”, afirma Amorim.

O planejamento é que sejam realizados pelo menos dois ou três ciclos de produção, ou seja, deve-se levar de três a cinco anos para conseguir uma tomada de decisão ou recomendação de variedades, avaliando-se ainda a questão de mercado.

A Embrapa não disponibilizou para teste na África cultivares de plátanos porque as pesquisas em melhoramento foram iniciadas em 2010, a partir da caracterização da coleção mantida em Cruz das Almas. “Cruzamentos estão em andamento nos campos experimentais da Embrapa e futuramente será possível disponibilizar aos agricultores uma nova opção de cultivar com porte baixo, boa produtividade e resistência às principais pragas e doenças da cultura, em especial a Sigatoka-negra e os nematoides”, espera o pesquisador.

Fonte: Embrapa Mandioca e Fruticultura